Madagascar: Ban Ki-moon defende legitimidade das instituições depois de questionamento de ex-presidente

Na sua chegada ao país, Marc Ravalomanana questionou as instituições criadas após as últimas eleições democráticas. O ex-mandatário voltou a Madagascar depois de passar seis anos exiliado na África do Sul.

Caminhada pela paz e democracia realizada nas ruas de Madagascar. Foto: PNUD Madagascar

Caminhada pela paz e democracia realizada nas ruas de Madagascar. Foto: PNUD Madagascar

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, rejeitou nesta quinta-feira (16) os comentários feitos pelo ex-presidente do Madagascar, Marc Ravalomanana, que desafiou a legitimidade das instituições democráticas do país.

O chefe da ONU reiterou que é “imperativo o respeito à legitimidade do governo democraticamente eleito e o Estado de Direito” no país.

Ravalomanana retornou ao Madagascar de surpresa depois de um longo período de exílio na África do Sul, onde viveu após renunciar à presidência em 2009 devido ao golpe liderado pelo seu rival Andry Rajaolina. Na primeira coletiva de imprensa realizada na sua chegada, o ex-mandatário questionou as instituições criadas após a eleição realizada em janeiro no país.

Em 2011, os partidos políticos da nação do oceano Índico assinaram um roteiro político em um acordo mediado pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que permitia o eventual retorno incondicional de Ravalomanana do exílio.

O secretário-geral pediu a todos os atores políticos e partes interessadas que “continuassem a trabalhar juntos no processo inclusivo de reconciliação nacional, na implementação total do roteiro do SADC, no fortalecimento da governança democrática e na recuperação econômica para o bem de todos os malgaxes.”