Embora as tensões tenham diminuído, e muitos países tenham organizado eleições, a África Ocidental ainda sofre com ameaças à paz, à democracia e ao desenvolvimento.
O Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do escritório das Nações Unidas para a África Ocidental (UNOWA), Said Djinnit, disse ao Conselho de Segurança ontem (16/01) que o quadro de estabilidade política se configura na região, ainda que o progresso continue tênue.
Djinnit disse que, embora as tensões tenham diminuído em intensidade e número, e muitos países tenham organizado eleições reconhecidas internacionalmente, “devemos permanecer cautelosos, como os recentes eventos em Guiné-Bissau demonstraram”.
Também a Nigéria é causa de preocupação na região. “Acontecimentos preocupantes podem surgir, como vimos nas atividades do grupo Boko Haram, que afetam a paz e a segurança. Esperamos que a Nigéria encontre independentemente os recursos necessários para enfrentar estes desafios políticos e de segurança. Também é importante que a comunidade internacional continue apoiando este país que tem contribuído tanto para a paz e a segurança regional e internacional”.
“Nesse contexto, uma conclusão bem sucedida do diálogo político e da reconciliação nacional em andamento no Togo, Guiné e Costa do Marfim será decisiva para que a paz e a democracia na África Ocidental sejam duradouras”.