No total, 56% das pessoas que vivem em áreas rurais em todo o mundo permanecem privadas de acesso a saúde; casos mais críticos se encontram na África, onde a percentagem chega a 83%.

Uma unidade móvil leva educação em saúde para a zona rural do Sri Lanka. Foto: Banco Mundial/Dominic Sansoni
A maioria das populações rurais no mundo continua a viver e trabalhar sem os serviços essenciais de saúde, em contraste com quem vive nos centros urbanos, de acordo com um novo relatório divulgado nesta segunda-feira (27) pela Organização Internacional do Trabalho da ONU (OIT).
As conclusões do documento ‘Evidências Globais sobre as Desigualdades na Proteção da Saúde Rural‘ mostram que os países mais afetados pelo problema são também aqueles que enfrentam os mais altos índices de pobreza. No total, 56% das pessoas que vivem em áreas rurais em todo o mundo continuam a ser privadas de acesso crítico de saúde, com os casos mais agudos na África, onde a porcentagem chega a 83%.
O documento cita como exemplo de modelo de descentralização um caso do Ceará, onde o governo local e estadual trabalharam juntos para contratar e monitorar o trabalho dos agentes comunitários e explicar para a população o que esperar desse serviço, capacitando-os para exigir e responsabilizar as autoridades em caso de omissão.
Para a diretora do Departamento de Proteção Social da OIT, Isabel Ortiz, “este estudo mostra que investir em saúde rural como parte de um sistema nacional de saúde é acessível e dá retornos econômicos e sociais significativos”.