Mais de 16 milhões de sírios precisam de cuidados de saúde, afirma OMS

Sem novos fundos, agência da ONU não consegue apoiar a população. Nesta terça-feira (31) a ONU organiza, no Kuwait, a terceira Conferência Internacional de Doadores Humanitários para a Síria.

Médicos tratam paciente gravemente ferido em um dos únicos quatro restantes hospitais de Alepo, na Síria. Foto: OMS/T. Jasarevic

Médicos tratam paciente gravemente ferido em um dos únicos quatro restantes hospitais de Alepo, na Síria. Foto: OMS/T. Jasarevic

Mais de 16 milhões de sírios precisam de cuidados de saúde, afirmou nesta sexta-feira (27) a Organização Mundial da Saúde (OMS). Porém, até o momento, novos fundos não foram recebidos para financiar o apelo de 124 milhões de dólares necessários para as operações humanitárias no país.

“À medida que a falta de fundos aumenta – a um ritmo alarmante – ficamos impedidos de continuar com nossas operações. Instamos os doadores a continuar apoiando nossos esforços para fornecer serviços básicos de saúde para o povo sírio”, disse a representante da agência da ONU na Síria, Elizabeth Hoff.

Ao retornar de uma visita a Alepo, quando esteve no hospital de Al Razy pouco depois que dezenas de pessoas foram trazidos na sequência de um ataque a uma praça pública no dia anterior, Hoff disse que que apenas quatro dos 11 hospitais públicos permanecem operacionais na cidade e que todas as unidades de saúde estão superlotadas e experimentando escassez crítica de suprimentos médicos.

“Cenas de crianças e civis feridos são mais um lembrete do imenso e contínuo sofrimento do povo sírio”, disse, lembrando que 57% dos hospitais públicos em todo o país estão apenas funcionamento parcialmente.

Para tentar reverter a situação de falta de fundos, nesta terça-feira (31) a ONU organiza, no Kuwait, a terceira Conferência Internacional de Doadores Humanitários para a Síria.