Mais de 46 mil pessoas se refugiaram este ano no Iêmen, calcula ACNUR

Número é recorde. Maioria dos migrantes chega da Etiópia. De acordo com Agência da ONU para Refugiados, país está alcançando êxito no combate ao tráfico de pessoas.

Somalis esperam transporte ao Aden na costa do Mar Vermelho. Foto: ACNUR /R. Nuri

O Iêmen recebeu mais de 46 mil refugiados e migrantes durante os primeiros seis meses de 2013, um número recorde segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). A agência também informou nesta terça-feira (6) que é cada vez mais perigoso chegar ao país por vias marítimas e, uma vez lá, os migrantes enfrentam muitos desafios, como abuso sexual e exploração.

“Os funcionários do ACNUR e nossos parceiros, como o Crescente Vermelho do Iêmen e o Conselho Dinamarquês para os Refugiados, trabalham diariamente para registrar e oferecer apoio aos recém-chegados”, disse a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, em Genebra, na Suíça.

“A ajuda vem de muitas formas, incluindo comida e água, primeiros socorros e transporte para centros de recepção, refeições quentes, pacotes de boas-vindas, incluindo cobertores e vestuário, alojamento e aconselhamento”, acrescentou.

Fleming observou que o ACNUR presenciou uma mudança significativa na população de refugiados e migrantes que chegaram ao Iêmen nos últimos dois anos. Até então, refugiados somalis representavam entre um terço e um quarto das pessoas que chegavam, agora a maior parte dos refugiados vem da Etiópia. O país também tem recebido muitos migrantes do Djibuti e do Sudão.

A porta-voz do ACNUR ressaltou que, apesar da quantidade de refugiados, o governo iemenita está sendo bem-sucedido na localização dos traficantes que agem na região para comercializar pessoas. Fleming também destacou que o número de refugiados e migrantes mortos ou desaparecidos caiu significativamente. Neste ano, cinco pessoas morreram ou estão desaparecidas, no mesmo período no ano passado eram 43.