Confrontos continuam no estado sudanês Kordofan do Sul, apesar dos pedidos feitos pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, e outros representantes das Nações Unidas para que fosse dado um fim às hostilidades.
Os confrontos continuam no estado sudanês Kordofan do Sul, apesar dos pedidos feitos pelo Secretário-Geral, Ban Ki-moon, e outros representantes das Nações Unidas para que fosse dado um fim às hostilidades. A estimativa é que, apenas este mês, cerca de 53 mil civis tenham fugido dos conflitos entre os
exércitos do Sudão do Norte e do Sul.
Funcionários das Nações Unidas, representantes de organizações não-governamentais e parte dos deslocados internos buscaram refúgio em frente ao complexo da Missão de Paz da ONU no Sudão (UNMIS), na periferia da capital de Kordofan do Sul, Kadugli.
A Missão ajuda a alimentar quatro mil refugiados internos, mas tem enfrentado fortes restrições impostas pelas Forças Armadas do Sudão. O acesso à água
também é insuficiente e as famílias deslocadas percorrem até três quilômetros para renovar suas reservas, apesar da situação de insegurança. Parceiros humanitários já começaram os preparativos para a expedição de alimentos e outros itens o mais rápido possível.
O Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) identificou a ocorrência de bombardeios e o uso de artilharia em 11 localidades no estado, que faz fronteira entre os dois territórios sudaneses.
