Chefe da ONU para refugiados ‘chocado’ com morte de dezenas de africanos após tragédia com barco na costa italiana. ONU tenta encontrar alternativas para problema.

Embarcações da guarda costeira italiana chegam à Ilha de Lampedusa após resgatar pessoas no Mediterrâneo. Foto: ACNUR/F. Noy (arquivo de janeiro de 2012)
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados manifestou nesta quinta-feira (3) choque após o naufrágio de um barco ao largo da costa da ilha italiana de Lampedusa, que já teria levado à morte de pelo menos 82 migrantes africanos.
Em um comunicado à imprensa, António Guterres elogiou a ação rápida tomada pela guarda costeira italiana para salvar vidas, mas também expressou “consternação com um fenômeno global crescente de migrantes e pessoas que fogem de conflitos ou perseguição e perecem no mar”.
De acordo com a agência da ONU para refugiados (ACNUR), dos cerca de 500 passageiros no barco, que se acredita serem eritreus, apenas 147 foram resgatados até agora. O barco, que veio da Líbia, próximo à costa. Relatos da mídia sugerem que ainda há cerca de 200 desaparecidos.
O ACNUR disse que está envolvido ativamente com os países da região para oferecer alternativas eficazes para as pessoas que recorrem a viagens perigosas para que elas não tenham que arriscar suas vidas.
O incidente de hoje é o segundo desastre de barco nesta semana na costa da Itália. Treze homens se afogaram na costa sul da Itália na segunda-feira (7), quando eles tentaram nadar até a praia após um navio ter afundado.