Colheitas perdidas e crise econômica limitarão acesso a alimentos para 12% da população rural. São necessários mais 42 milhões de dólares para assistência aos vulneráveis.
Mais de um milhão de zimbabuanos lutarão por comida de agora até março, de acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), que já começou a prestar assistência aos mais vulneráveis, mas necessita de 42 milhões de dólares para patrocinar suas atividades no país do sul da África.
Apesar das melhorias na segurança alimentar feitas nos últimos anos, colheitas perdidas e crise econômica levarão cerca de 12% da população rural a não ter como se alimentar de forma adequada durante o período de escassez.
A maioria das famílias vulneráveis está nas regiões sul e oeste, mais suscetíveis à seca. “A produção agrícola nessas regiões foi baixa mais uma vez nesta temporada”, disse o Diretor do PMA para o Zimbábue, Feliz Bamezon. “A situação foi agravada pela crise econômica e já estamos vendo famílias pulando refeições e reduzindo as porções de alimentos.”
De acordo com o PMA, apesar de haver comida disponível, é cara demais. A agência e seus parceiros estão prestando assistência com distribuição de alimentos, transferências em dinheiro e tickets alimentação.
O PMA tem fundos de segurança para iniciar a resposta, mas precisa de verba adicional para prosseguir com as ações. Seu programa de Saúde e Nutrição, voltado para desnutridos e pessoas cronicamente doentes em tratamento com antirretroviral e seus familiares, também enfrenta dificuldades financeiras.