Nações Unidas afirmam que o combate às doenças em países do Oriente Médio que abrigam refugiados é um desafio, tanto pelos conflitos prolongados quanto pelas dificuldades econômicas.

Uma ambulância que transporta palestinos feridos se prepara para levá-los do hospital Shifa, em Gaza, em direção ao Egito para tratamento emergencial. Foto: IRIN/Ahmed Dalloul
Os programas de saúde realizados pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) têm ajudado a melhorar as vidas dos refugiados, mas são necessários mais esforços e mais recursos para combater eficazmente os desafios da saúde, especialmente durante os períodos de conflito.
É o que aponta o relatório anual do departamento médico da UNRWA. O documento foi publicado nesta terça-feira (21) em Genebra, na Suíça, durante a 66 ª Assembleia Mundial de Saúde.
“Não há dúvida de que ainda temos caminhos a percorrer para realizar o nosso objetivo final de desenvolvimento humano, que é uma vida longa e saudável”, declarou o diretor executivo da UNRWA, Filippo Grandi. O relatório reflete os desafios operacionais que a agência tem enfrentado ao implantar reformas de saúde em curso e a gestão dos serviços regulares em tempos de conflito.
“Ao ler o relatório anual do Departamento de Saúde de 2012, torna-se evidente que o combate às doenças do século 21 é no mínimo um desafio, especialmente numa região — Cisjordânia, Faixa de Gaza, Jordânia, Líbano e Síria — que sofre por conflitos prolongados, incluindo o não resolvido conflito entre Israel e Palestina, bem como as graves dificuldades econômicas e altas taxas de pobreza e desemprego”, diz Grandi no relatório, juntamente com Ala Alwan, diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O relatório também documenta os resultados do trabalho do pessoal da saúde da UNRWA, inclusive em áreas afetadas por conflitos na Síria. Neste país, a violência forçou a agência a suspender os seus esforços para a implantação de suas reformas de saúde.
A UNRWA tem 23 centros de saúde na Síria, que cuidam de 525 mil refugiados palestinos. Quase metade dos centros estão fechados e o acesso a medicamentos que salvam vidas, particularmente para doenças não transmissíveis, não é totalmente seguro.
Para ler o relatório em inglês, clique aqui.