Reformas na arquitetura financeira internacional são necessárias e mecanismos mais eficazes para a prevenção de crises, bem como a sua rápida resolução devem ser criados.

Secretário-geral da UNCTAD, Mukhisa Kituyi. Foto: UNCTAD
Passos maiores devem ser dados para evitar ou mitigar as crises da dívida, particularmente entre países em desenvolvimento que, pela primeira vez em mais de uma década, estão enfrentando aumento da dívida em relação a seus Produtos Internos Brutos (PIB), afirmou nesta segunda-feira (11) o secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Mukhisa Kituyi, durante um encontro da ONU em Genebra sobre gestão da dívida.
“Como a frequência e a severidade dessas crises aumentou, e como não são mais restritas aos países em desenvolvimento, a necessidade de resolvê-las a tempo, de forma imparcial e transparente, se tornou mais urgente para todos”, afirmou Kituyi.
“Isso vai exigir reformas na arquitetura financeira internacional, que terá que criar mecanismos mais eficazes para a prevenção de crises, bem como a sua rápida resolução.”
A Conferência sobre Gestão da Dívida – organizada a cada dois anos pela UNCTAD – debate temas como a sustentabilidade da dívida, mecanismos de prevenção de crises e estratégias de gerenciamento. O encontro deste ano acontece ao mesmo tempo em que a tendência da dívida em relação ao PIB se reverteu pela primeira vez desde 2000 para 22%, contra 21% em 2011.