O Conselho de Segurança exortou ontem (28) as partes na Costa do Marfim que garantam as há muito adiadas eleições presidenciais do país no próximo mês, e concordou em implantar até 500 tropas adicionais das Nações Unidas para ajudar na segurança durante o período eleitoral.
O Conselho de Segurança exortou ontem (28) as partes na Costa do Marfim que garantam as há muito adiadas eleições presidenciais do país no próximo mês, e concordou em implantar até 500 tropas adicionais das Nações Unidas para ajudar na segurança durante o período eleitoral.
O Embaixador da Turquia, Ertugrul Apakan, que detêm a Presidência do Conselho este mês, disse que o corpo de 15 membros tomou conhecimento da certificação em 24 de setembro da lista final de 5,7 milhões de eleitores que foi acordada pelas partes. “Os membros do Conselho de Segurança pedem a todos os envolvidos no processo eleitoral na Costa do Marfim que cumpram seus compromissos de organizar o primeiro turno das eleições em 31 de outubro”. É fundamental que as partes garantam a calma antes, durante e após a votação.
A missão da ONU na Costa do Marfim, conhecida como ONUCI, tem fornecido apoio logístico e técnico para os preparativos das eleições presidenciais, que deveriam ter sido realizadas em 2005 no país, que ficou dividido pela guerra civil em 2002 em um norte controlado pelos rebeldes e um sul controlado pelo Governo. No entanto, as eleições têm sido repetidamente adiadas, sendo que a última tinha sido marcada para março.
A declaração foi feita após uma apresentação a portas fechadas para o Conselho do Representante Especial do Secretário-Geral para a Costa do Marfim e Chefe da ONUCI, Y. J. Choi, que disse aos repórteres que ele não achava que a violência poderia afetar as eleições uma vez que todos os candidatos estão “comprometidos com os princípios democráticos”.
Segundo a lei eleitoral do país, um segundo turno de votação poderá ter lugar em 28 de novembro, se não houver vencedor no primeiro turno.