País passa por um processo de negociação de um acordo duradouro de paz. Ban Ki-moon disse que ataques não vão enfraquecer determinação da ONU em apoiar a retomada da estabilidade.

Policiais senegalesas a serviço da Missão da ONU no Mali (MINUSMA) patrulham as ruas da cidade de Gao. Foto: ONU/Marco Dormino
Representantes das Nações Unidas condenaram o ataque na manhã da sexta-feira (12) contra um acampamento da ONU em Kidal, na região nordeste do país, que matou pelo menos cinco membros das forças da paz, ferindo outros 30.
Em um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon ressaltou que ataques contra as forças de paz da ONU constituem crimes de guerra sob o direito internacional, pedindo que os autores do ataque sejam levados à justiça.
“O secretário-geral reitera que os ataques contra a MINUSMA [a força de paz da ONU no país] não vão enfraquecer a determinação das Nações Unidas em apoiar o Governo do Mali, as partes no acordo de paz e as pessoas, em seus esforços para alcançar a paz e a estabilidade duradouras”, disse o porta-voz da Organização.
O secretário-geral também transmitiu sinceras condolências às famílias enlutadas e aos governos que tiveram soldados atingidos, expressando apoio aos feridos e votos de uma rápida recuperação.
O representante especial da ONU para o Mali disse estar “indignado” com o ataque. “Meu dever, em nome do secretário-geral, é expressar a nossa indignação com esse ato odioso e irresponsável que ocorre uma semana após os acordos locais entre a Coordenação dos Movimentos de Azawad (CMA) e a Plataforma, e 48 horas depois da minha visita a Kidal”, disse Mahamat Saleh Annadif em um comunicado de imprensa.