Conselho de Segurança reafirmou a necessidade de combater, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as ameaças à paz e à segurança internacionais causadas por atos terroristas.

Tropas da ONU do contigente do Chade patrulham a área próximo à base em Tessalit, no norte do Mali. Foto: ONU/Marco Dormino
O Conselho de Segurança da ONU condenou nesta sexta-feira (19) nos termos mais fortes o ataque desta quinta-feira (18) com um dispositivo explosivo em uma estrada no Mali, em que cinco integrantes das forças de paz das Nações Unidas, do Chade, foram mortos e outros três ficaram gravemente feridos.
Os integrantes da Missão da ONU no Mali (MINUSMA) estavam viajando em uma estrada entre Aguelhok e Tessalit quando a explosão aconteceu.
Em um comunicado emitido pelo Conselho de Segurança, seus 15 membros expressaram suas condolências às famílias dos soldados, ao governo e ao povo do Chade e à MINUSMA.
“Os membros do Conselho de Segurança elogiaram as forças de paz do Chade por seus sacrifícios e esforços incansáveis na MINUSMA”, disse o comunicado.
Reiterando o seu total apoio à Missão das Nações Unidas, o Conselho apelou ao governo de Mali para “rapidamente investigar o ataque e levar os responsáveis à justiça”. Os responsáveis pelo ataque devem ser responsabilizados, a declaração ressaltou.
Os membros do Conselho também reafirmaram a necessidade de combater por todos os meios, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, as ameaças à paz e à segurança internacionais causadas por atos terroristas.
“Quaisquer atos de terrorismo são criminosos e injustificáveis, independentemente de sua motivação, onde, quando e quem os tenha cometido”, disseram.
Em um comunicado emitido por seu porta-voz, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou indignação com o ataque e alertou que o total de membros das forças de paz mortos em incidentes por dispositivos explosivos no Mali chegou a 21, com outros 84 feridos desde o início da missão, em julho de 2013.
“O secretário-geral apela aos grupos armados a tomar medidas imediatas e colaborar com o [MINUSMA] na prevenção desses ataques covardes, em linha com o seu compromisso de 16 de setembro”, disse o comunicado, acrescentando: “Estes ataques contínuos contra as Nações Unidas devem cessar imediatamente”.