Avaliação de segurança alimentar de emergência realizada pelo governo, agências da ONU e parceiros estima que 1,3 milhão de pessoas estão vulneráveis no norte do país.

Comida e óleo para cozinhar são distribuídos para pessoas deslocadas no norte do Mali em um abrigo temporário em Mopti. Foto: PNUD/Nicolas Meulders
As Nações Unidas e seus parceiros pedem apoio imediato para o norte do Mali, onde três em cada quatro famílias não têm o suficiente para comer e são dependentes da assistência alimentar. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23).
Uma “Avaliação de Segurança Alimentar de Emergência” – realizada pelo governo do Mali, a agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e 15 outros parceiros – estima que cerca de 1,3 milhão de pessoas estão vulneráveis na região norte do país, que ainda não teve uma chance de se recuperar após o conflito e a crise alimentar em 2012.
“Conforme as pessoas deslocadas internamente e os refugiados começam a retornar para suas comunidades de origem, os recursos que já são limitados ficarão ainda mais escassos, e o número de pessoas que necessitam de assistência tende a aumentar”, disseram as agências em comunicado conjunto.
“Os efeitos combinados da crise alimentar e da situação de segurança deixaram pouco espaço para a recuperação”, afirmam as agências. “Embora a economia local esteja se recuperando lentamente no norte e as agências de segurança alimentar estejam reforçando a sua presença, muitos agricultores têm sido incapazes de comprar sementes e fertilizantes e continuam precisando de assistência alimentar.”
O PMA precisa de 67 milhões de dólares para continuar fornecendo assistência alimentar para a população mais vulnerável e atender às necessidades nutricionais das crianças, mulheres grávidas e lactantes.
A FAO precisa de 12 milhões de dólares para proteger e restaurar as condições de vida das famílias mais vulneráveis. A assistência prestada até o final do ano incluirá principalmente o fornecimento de insumos agrícolas, insumos veterinários para o gado e equipamento de pesca para 420 mil pessoas vulneráveis, permitindo que elas mesmas produzam seus alimentos até dezembro de 2013.