Cerca de 5,6 milhões de crianças necessitam ajuda imediata na Síria. Muitas delas continuam sendo assassinadas, torturadas e sujeitas à violência sexual por todas as partes envolvidas no conflito.
“O conflito na Síria não está acabando somente com o presente do país, mas está destruindo o futuro da nação”, disse a subsecretária-geral para assuntos humanitários e coordenadora de ajuda humanitária da ONU, Valerie Amos, ao falar sobre a situação do país ao Conselho de Segurança da ONU pela segunda vez em menos de um mês.
Amos explicou que em muitas regiões do país a violência se agravou levando os civis a sofrerem as maiores consequências da crise. Muitos são mortos ou feridos, sofrem traumas psicológicos, precisam se deslocar internamente para sobreviver e tiveram suas casas e propriedades danificadas.
Além disso, ela declarou que a resolução 2139, adotada pelo Conselho de Segurança para que governo e grupos armados sírios parem de lutar e respeitem os direitos humanos, foram ignoradas.
“Não existem mais palavras para explicar a brutalidade, a violência e o desprezo pela vida humana que marcam essa crise”, disse Amos. “A comunidade internacional está paralisada com o impacto dos números, do alcance regional e do impasse político”, acrescentou.
Na ocasião, Amos apelou aos países que encontrem uma solução política para o fim da guerra civil na Síria e pediu às partes em conflito que respeitem as resoluções impostas pelo Conselho, ressaltando que “até mesmo em guerras há regras.”
Atualmente, 12,2 milhões de sírios precisam de ajuda humanitária e mais de 7,6 milhões de pessoas estão deslocadas, representando 20% do total de deslocados em todo o mundo. Além disso, 5,6 milhões de crianças necessitam de ajuda imediata, e muitas delas continuam sendo assassinadas, torturadas e sujeitas à violência sexual por todas as partes envolvidas no conflito.
