Desde o início dos conflitos, em 2011, a economia do país está em declínio. Mais de 2,67 milhões de pessoas estão desempregadas, afetando 11 milhões de dependentes.

Um membro da equipe UNRWA auxilia sírios com ajuda alimentar em Yarmouk, Damasco. Foto: UNRWA
Três em cada quatro sírios viviam na pobreza no final de 2013; mais da metade da população empobreceu e está sobrevivendo em condições de extrema pobreza, afirma um relatório publicado, nesta quarta-feira (28), pela Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), o Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD) e o Centro Sírio para Pesquisa de Políticas, intitulado “Desperdiço de Humanidade” .
Desde o início dos conflitos, em 2011, mais de 2,67 milhões de pessoas ficaram desempregadas, deixando 11 milhões de dependentes sem apoio financeiro. A dívida pública atingiu 126% do PIB e a perda econômica total do país é estimada em 143,8 bilhões de dólares.
A educação também está sofrendo: mais da metade das crianças sírias (51,8%) já não frequentam a escola. Cerca de 4 mil escolas não funcionam mais porque foram destruídas, danificadas ou tornaram-se habitação de pessoas internamente deslocadas.
O sistema de saúde está comprometido, com 61 de 91 hospitais públicos danificados, quase metade (45%) fora de serviço. Os hospitais privados — 53 — também foram afetados.
Todos estes fatos rebaixaram a Síria do grupo de países com médio desenvolvimento para o grupo de baixo desenvolvimento, no índice de desenvolvimento humano.
“O impacto social e os efeitos nos indivíduos são incalculáveis”, disse o porta-voz da UNRWA, Chris Gunness. “Como o relatório aponta, a violência, medo e destruição estão causando danos sócio-econômico multidimensionais em todos os aspectos da vida das pessoas.”