Mesmo entre os que desenvolveram planos ou políticas contra a doença, existem muitos que ainda estão lutando para transformar os compromissos em ação.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou na sexta-feira (01) uma pesquisa sobre a capacidade dos países para enfrentar o câncer e outras doenças não transmissíveis, tanto na prevenção quanto no tratamento a longo prazo. A pesquisa antecedeu o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, que este ano se concentra em melhorar o conhecimento geral em torno da doença.
“O câncer não deveria ser uma sentença de morte em nenhum lugar do mundo, pois há maneiras comprovadas para prevenir e curar muitos tipos de câncer”, afirmou o Diretor-Geral Assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS, Oleg Chestnov, sobre a doença que lidera a causa de morte atualmente. “Programas abrangentes de controle do câncer precisam ser criados em todos os países”, acrescentou.
A OMS afirma que um plano de controle funcional contra o câncer inclui prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados. A pesquisa recente feita em 185 países revelou grandes lacunas no planejamento e controle de serviços. Cerca de metade desses países não possui programas eficazes para lidar com a doença atualmente.
Mesmo entre países que desenvolveram planos ou políticas contra o câncer, exitem muitos que ainda estão lutando para transformar os compromissos em ação. Segundo o estudo, 17% dos países africanos e 27% dos países de baixa renda têm planos de controle do câncer, com um orçamento de apoio à implementação.
Já o Sudeste Asiático tem a maior porcentagem de países com políticas, planos ou estratégias relacionadas ao câncer, e todos eles têm algum tipo de política para diabetes, alimentação não saudável, sedentarismo e consumo de tabaco, que são fatores de risco conhecidos para alguns tipos de câncer.
Para apoiar a capacidade dos Estados-Membros de coletar dados confiáveis sobre o câncer e seus fatores de risco na população, a Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC), da OMS, introduziu a Iniciativa Global para o Desenvolvimento Registro de Câncer em países de baixa e média renda.
“Melhores dados sobre a ocorrência de câncer vai ajudar os governos a tirar o máximo de seus recursos limitados e direcionar fundos e atividades para as áreas onde eles são mais necessários”, afirmou o Diretor da IARC, Christopher Wild.
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