Forte sistema de aplicação da lei deve ser a solução para a violência no país, disse Relator Especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias após missão de 11 dias ao país.

Relator Especial sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Christof Heyns. Foto: ONU/Paulo Filgueiras
O Relator Especial da ONU sobre Execuções Extrajudiciais, Sumárias ou Arbitrárias, Christof Heyns, pediu na sexta-feira (3) que o Governo mexicano reforce as estruturas nacionais que protegem os direitos humanos, em particular o direito à vida, e reduza o envolvimento dos militares no policiamento para diminuir o uso da força no país.
“Parece haver um amplo acordo entre os vários níveis de governo e da sociedade civil de que a solução a longo prazo para o problema da violência no México está no estabelecimento de um forte sistema de aplicação da lei em conformidade com as normas internacionais em torno do direito à vida”, disse Heyns no final de sua visita ao país. “A necessidade de atingir esse objetivo o mais rápido possível deve ser a diretriz de todas as políticas e outras reformas”, completou.
Ao enfatizar a importância de diminuir o envolvimento de militares no policiamento, Heyns pediu que os tribunais civis, ao invés dos militares, julguem membros das forças armadas que foram acusados de violações de direitos humanos e estabeleçam normas claras sobre o uso da força por agentes policiais.
Segundo Heyns, o México deve explorar áreas de cooperação com os países da América Central, como por exemplo em bancos de dados genéticos e impressões digitais disponíveis para cada nação, bem como para a partilha de tecnologias e conhecimentos para reduzir o crime.
Durante a sua visita de 11 dias ao país, Heyns reuniu-se com funcionários do governo, juízes, membros da sociedade civil e vítimas da violência na Cidade do México e nos estados de Chihuahua, Guerrero e Nuevo Leon.