Relator Especial sobre o tema, James Anaya enfatizou que a mídia pode contribuir para revitalizar as línguas indígenas e combater a marginalização desses povos em projetos de desenvolvimento.
Sob a luz do tema “Mídias Indígenas, Empoderando as Vozes Indígenas”, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, comemorado amanhã (9), foi lembrado pelo Mecanismo de Especialistas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e pelo Relator Especial sobre o tema, James Anaya, que enfatizou que a mídia pode contribuir para revitalizar as línguas indígenas e combater a marginalização desses povos em projetos de desenvolvimento.
Para Anaya, os meios de comunicação são especialmente eficazes no esclarecimento de embates com atividades da indústria extrativa que ocorrem dentro ou perto dos territórios tradicionais. Ações por parte dos povos indígenas, organizações não governamentais e outros defensores têm cada vez mais ajudado a chamar a atenção para os impactos devastadores que muitas dessas atividades tiveram ou possam vir a ter sobre os povos indígenas.
Em seu estudo sobre o tema em 2012, o Relator Especial ressaltou a necessidade de uma abordagem sobre as indústrias extrativas que considere de forma abrangente os principais direitos substantivos que podem ser violados por projetos: “Direitos de propriedade, cultura, religião, saúde, bem-estar físico e o direito de definir e perseguir suas próprias prioridades de desenvolvimento, como parte de seu direito fundamental à autodeterminação”, listou Anaya.
Na mensagem do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, para o Dia Internacional os meios de comunicação – indígenas e não indígenas – devem ser usados para estabelecer um mundo intercultural. “Faço um apelo também aos Estados-Membros e aos principais meios de comunicação para criar e manter oportunidades para os povos indígenas de articular suas perspectivas, prioridades e aspirações”, disse Ban.