Vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson afirmou que muito foi feito pela redução de obstáculos para mercadorias, serviços e capitais, mas pouco em relação aos movimentos transfronteiriços de seres humanos.

Migrantes, como esses trabalhadores na Jordânia, enviam remessas para seus países de origem. Foto: IRIN/ Maria Font de Matas
Os governos devem reconhecer a ampla gama de benefícios que os migrantes trazem aos países, disse nesta quinta-feira (20) o vice-secretário-geral da ONU, Jan Eliasson, pedindo medidas que auxiliem este segmento vital da população e que combatam a discriminação a que migrantes muitas vezes são submetidos.
“Os migrantes fornecem apoio vital para as famílias, comunidades e países que deixam para trás. Para os países em desenvolvimento, as suas remessas são muitas vezes uma salvação econômica, mas os migrantes também são essenciais para o bem-estar das sociedades para as quais se direcionam”, disse Eliasson, abrindo a quarta edição do Fórum Internacional sobre Migração e Paz, realizado na Escola de Direito de Nova York, Estados Unidos.
“Nós nos tornamos eficazes em reduzir os obstáculos à circulação de mercadorias, serviços e capitais, mas temos, infelizmente e paradoxalmente, feito bem menos em relação aos movimentos transfronteiriços de seres humanos”, acrescentou Eliasson.
O fórum termina nesta sexta-feira (21) e foi organizado pela Rede Internacional de Migração Scalabrini, juntamente com o Gabinete da Prefeitura de Nova York para Assuntos de Imigração, a Missão Permanente do México junto à ONU e pelo Centro de Estudos Migratórios de Nova York. Durante o evento, representantes das esferas públicas e privadas vão discutir a insegurança humana e a governança na migração internacional, entre outras questões.
Em outubro, a Assembleia Geral da ONU vai realizar uma reunião de alto nível sobre a migração internacional e desenvolvimento. Eliasson disse que o encontro deve ajudar a colocar o assunto mais firmemente na agenda de desenvolvimento global pós-2015, uma ferramenta poderosa na melhoria de vida de milhões de famílias.