Militares brasileiros em Missão de Paz no Líbano acompanham à distância os jogos da seleção

A bordo do navio “Liberal”, integrantes da Marinha brasileira e membros da Força Interina das Nações Unidas no Líbano apoiaram a seleção brasileira na abertura da Copa.

Integrantes da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL assistiram ao jogo da abertura da Copa do Brasil a bordo 'Liberal', atracado no porto de Beirute. Foto: Pasqual G. Marcos/UNIFIL

Integrantes da Força-Tarefa Marítima da UNIFIL assistiram ao jogo da abertura da Copa do Brasil a bordo ‘Liberal’, atracado no porto de Beirute. Foto: Pasqual G. Marcos/UNIFIL

Os membros da Marinha brasileira que participam da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) trocaram os uniformes brancos pelas cores verde e amarelo para dar apoio ao futebol brasileiro na abertura da Copa do Mundo, realizada no dia 12 de junho.

Atracado no porto de Beirute, a comemoração foi a bordo do “Liberal”, um navio de guerra brasileiro que integra a Força-Tarefa Marítima (FTM) da UNIFIL, no Líbano. O propósito da Força-Tarefa é treinar a Marinha do Líbano e atuar, juntamente com navios de mais cinco países – Alemanha, Bangladesh, Grécia, Indonésia e Turquia –, no patrulhamento das águas territoriais libanesas, evitando a entrada de armamentos e de produtos proibidos.

Separados por mais de 10 mil quilômetros do seu país e família, os militares se reuniram na Praça d’Armas, compartimento destinado às reuniões, para assistir a Brasil e Croácia, em uma festa onde não poderia faltar um grande telão, bandeiras e decoração com as cores do Brasil.

O rádio operador sargento Ginta se emocionou ao pensar na sua esposa e dois filhos: “Dessa vez é diferente. Estão todos indo para o Brasil e eu estou no Líbano trabalhando. Mas esse é o nosso trabalho, e está bem assim”.

Embora o tenente Hudson Santos fosse o oficial responsável durante a noite da estreia do Brasil, ele encontrou tempo para conciliar ambas as atividades e comemorar como todo mundo. “O futebol é muito importante para nós brasileiros. Porém o trabalho que estamos realizando para as Nações Unidas é mais importante.”

Dois dias após o jogo, a tripulação voltou ao mar para realizar um novo patrulhamento de uma faixa de 100 quilômetros mar adentro a partir da costa libanesa, que tem 220 quilômetros de extensão.