Para o brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias o desafio é colocar na pauta principal da economia a biodiversidade, envolver a sociedade e o governo.
A liderança para afirmar parcerias para ajudar os países a implementarem seus compromissos com a biodiversidade vai além dos mecanismos atuais dos ministérios de meio ambiente dos governos, afirmou na quinta-feira (21/06) o Secretário Executivo da Convenção de Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Ferreira de Souza Dias, durante painel na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
“O bom é que já temos uma agenda global acordada e o desafio é colocar na pauta principal da economia a biodiversidade, envolver a sociedade e o governo entorno desses objetivos. Trabalhar apenas com mecanismos atuais dos ministérios do meio ambiente não foi suficiente. Essa é a mensagem principal: mostrar a relevância da biodiversidade para promover o desenvolvimento sustentável. Não podemos promover segurança sem biodiversidade, ou adaptar-se à mudança climática sem biodiversidade”, disse Ferreira de Souza.
Papel da sociedade
Edward Norton, Embaixador da Boa Vontade das Nações Unidas para o Meio Ambiente, também esteve presente no painel. “É incrível ver pessoas de comunidades locais em posições humildes sem acesso a recursos, treinamento e até mesmo sem educação, determinadas com o futuro de bem-estar das suas comunidades. A manutenção das suas tradições culturais depende de adaptar o seu comportamento em termos de interagir plenamente com seu ambiente local próprio”.
Norton também disse que é difícil fazer as pessoas entenderem que a perda da biodiversidade é uma forma de degradação do meio ambiente que afeta a vida diária das pessoas. “Elas não veem a biodiversidade desaparecendo. A Rio+20 é uma oportunidade de inovar e relançar a missão de comunicar sobre biodiversidade. Para ser honesto, a mídia contribui muito para esse desentendimento. Enquanto a mídia falar em termos abstratos, as pessoas não vão levar esta compreensão para casa. Ela precisa fazer um trabalho melhor para que as pessoas valorizem a biodiversidade”.