Portugal está de portas abertas para receber mais 8,5 mil refugiados, disse na sexta-feira (22) o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Augusto Santos Silva, em entrevista à ONU News sobre a participação de seu país na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
Atualmente, o país acolhe cerca de 1,5 mil refugiados. Silva afirmou que a decisão de dobrar o número de refugiados recebidos, estabelecido inicialmente em 5 mil conforme acordado com a União Europeia, foi tomada pelo país para cumprir um direito humanitário.

Família de refugiadas reassentadas em Portugal há mais de um ano. Foto: ACNUR/Bruno Galan Ruiz
Portugal está de portas abertas para receber mais 8,5 mil refugiados, disse na sexta-feira (22) o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Augusto Santos Silva, em entrevista à ONU News sobre a participação de seu país na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
Atualmente, o país acolhe cerca de 1,5 mil refugiados. Silva afirmou que a decisão de dobrar o número de refugiados recebidos, estabelecido inicialmente em 5 mil conforme acordado com a União Europeia, foi tomada pelo país para cumprir um direito humanitário.
“Somos o quarto ou quinto país da União Europeia que mais acolhe refugiados nesse processo de realocação. Mas já nos propusemos a duplicar nossa quota. É nossa obrigação acolher pessoas refugiadas”, disse o ministro.
Para Silva, a crise migratória deve ser encarada como um problema de toda a Europa. “Não pode ser só um problema da Grécia e da Itália, que são os países onde mais chegam refugiados. Somos um país de emigrantes. Por isso, temos condições, do ponto de vista do apoio social, de receber mais refugiados”, disse.
O português também falou sobre o impasse político na Guiné-Bissau e o interesse de Portugal e dos demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), de resolver a crise no país africano. Segundo Silva, as duas nações são amigas e que a região do Golfo da Guiné, estratégica para a importação de energia, é ameaçada pela pirataria. “Portugal não tem outro interesse que não a estabilidade da Guiné-Bissau.”
Ele destacou ainda a importância da língua portuguesa em organizações internacionais e disse que CPLP pretende fazer do português um idioma oficial dessas instituições, incluindo a própria ONU.