Ministros e autoridades de saúde de 194 países participam a partir desta segunda-feira (22) da 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre até 31 de maio em Genebra, na Suíça. Durante o encontro, haverá a eleição do novo diretor ou diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Ministros dos países do G20 também se reuniram na semana passada (20) em Berlim, na Alemanha, para discutir uma resposta global coordenada aos desafios da saúde em todo o planeta.

Diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante a 67ª Assembleia Mundial da Saúde. Foto: OMS/V. Martin
Ministros e autoridades de saúde de 194 países participam a partir desta segunda-feira (22) da 70ª Assembleia Mundial da Saúde, que ocorre até 31 de maio em Genebra, na Suíça.
Durante o encontro, buscarão estabelecer ações para responder às emergências em saúde, abordar a resistência antimicrobiana e assegurar o acesso a medicamentos e vacinas, entre outros temas. Neste ano, também haverá a eleição do novo diretor ou diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Assembleia Mundial da Saúde é o órgão máximo de tomada de decisão da OMS. Sua principal função é determinar as políticas da Organização, nomear o diretor ou diretora-geral, supervisionar as políticas financeiras e rever e aprovar o orçamento.
A região das Américas participará com uma delegação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional para as Américas da OMS, encabeçada por sua diretora, Carissa F. Etienne. Também estarão presentes delegações de cada país-membro do organismo nas Américas.
Além disso, a OPAS instalará um estande no Palácio das Nações, onde a Assembleia será realizada, para compartilhar informações sobre o trabalho regional em saúde, com ênfase especial nas ações a serem tomadas para avançar rumo à saúde universal.
Durante a Assembleia, as delegações abordarão temas como a reposta a emergências de saúde, a resistência antimicrobiana, o acesso a medicamentos e vacinas, assim como um plano de ação global de vacinas.
Também debaterão sobre a saúde de refugiados e migrantes, uma resposta global para o controle de vetores e temas relacionados às doenças não transmissíveis, como a demência, a dimensão de saúde pública do problema global das drogas, a perda de audição e a obesidade infantil, entre outros temas.
Na terça-feira (23), os delegados dos países elegerão o novo diretor ou diretora-geral da OMS, que assumirá o cargo de Margaret Chan, que está há dez anos à frente da Organização.
Os representantes dos países também receberão relatórios técnicos sobre o alcance das vacinas, oportunidade na qual Etienne, diretora da OPAS, abordará os êxitos alcançados pela região em matéria de doenças preveníveis por vacinação. Os outros relatórios técnicos se referem à saúde universal e a saúde e meio ambiente.
Por sua parte, os ministros da Saúde das Américas terão uma instância para discutir a Agenda de Saúde Sustentável 2030 para a região, que se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Em paralelo à assembleia, as delegações das Américas promovem vários eventos para discutir questões de saúde pública, como ataques a profissionais de saúde; saúde e direitos humanos das mulheres, adolescentes e crianças; a agenda global para a segurança da saúde; o papel dos reguladores em emergências de saúde global; acesso aos medicamentos; combate às doenças negligenciadas; e saúde dos olhos, entre outras.
Assista aqui a transmissão ao vivo da assembleia.
Reunião em Berlim
Os ministros da Saúde dos países do G20 reuniram-se pela primeira vez em Berlim, na Alemanha, na semana passada (20), para discutir uma resposta global coordenada aos desafios na área da saúde em todo o planeta. Os países-membros reafirmaram seu compromisso de colocar em prática a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável nos setores de saúde e desenvolvimento.
A saúde é um tema-chave para os três principais pilares da presidência alemã do G20 — construir resiliência, melhorar a sustentabilidade e assumir responsabilidades.
As preocupações relativas à saúde global, como os surtos de doenças infecciosas e a resistência antimicrobiana, foram os principais tópicos de discussão, dado o seu grave impacto sobre a vida e o bem-estar de milhões de pessoas, bem como sobre a economia global.
De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS), o papel do G20 será crucial para desenvolver ações concertadas com objetivo de combater o HIV nos países do grupo — onde 15,4 milhões de pessoas vivem com o HIV e quase 1 milhão se infectaram com o HIV em 2015 — bem como para defender a solidariedade global a fim de acelerar o progresso global.
Atualmente, os países do G20 fornecem 84% do total da assistência oficial ao desenvolvimento para a AIDS em países de baixa e média renda.