Santos Cruz, chefe da Brigada de Intervenção, afirma que pretende isolar e impedir qualquer acesso dos grupos armados à população civil.

O general brasileiro Santos Cruz, à esquerda. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti
A brigada de intervenção da ONU na República Democrática do Congo (RDC) lançou ofensivas contra o grupo armado Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (em inglês, FDLR), afirmou nesta terça-feira (10) o comandante da Força, o brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, em entrevista à rádio Okapi.
A primeira operação foi realizada na região de Kalembe, ao norte de Goma, capital do Kivu do Norte.
Santos Cruz disse que a decisão faz parte de um plano contra grupos rebeldes locais e estrangeiros que operam na região. Ele ressaltou que a sua prioridade é rastrear o FDLR e outros grupos armados – incluindo as Forças Democráticas Aliadas e o Exército da Libertação Nacional de Uganda.
O brasileiro afirmou que este plano “já está em vigor e eu pretendo isolar os grupos armados, impedindo qualquer acesso à população civil”.
“É importante que esses grupos se desarmem imediatamente e sejam reintegrados à vida civil”, informou Santos Cruz para aqueles que pretendem se entregar pacificamente.
Em relação à segurança nas fronteiras, o general reiterou que existe “tolerância zero e que estamos tomando as medidas necessárias contra todas as ameaças”.
O comandante da força — vinculada à missão da ONU no país, a MONUSCO, que Santos Cruz também comanda — prestou homenagem à Brigada de Intervenção pela sua coragem e dedicação, lembrando que três soldados tanzanianos que faziam parte da Missão já morreram em combate.
“Minha mensagem como um todo é que vamos continuar a nossa missão com a mesma motivação para o benefício do povo congolês”, concluiu.