A UNSMIL condena o assassinato deliberado de mulheres ativistas. Em junho, outra defensora dos direitos humanos e ativista política foi assassinada.

Um morador de Tayuri passa em frente ao muro da sua casa, cravejado de balas. Foto: IRIN/Zahra Moloo
A Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL) condenou fortemente na última sexta-feira (18) o assassinato de Fariha Barkawi, ex-integrante do Congresso Nacional Geral daquele país. Barkawi foi baleada nesta quinta-feira (17) em Derna, região leste da Líbia, onde a violência tem aumentado nos últimos dias.
A ex-parlamentar é a segunda mulher prominente assassinada na Líbia em menos de um mês. Em 25 de junho, a conhecida ativista política e de direitos humanos, Salwa Bugaighis, foi morta por um tiro na sua residência em Bengazi, depois de votar nas eleições parlamentares.
“A UNSMIL está particularmente perturbada com o assassinato deliberado de mulheres ativistas”, disse o comunicado publicado em Trípoli. A Missão lamentou a escalada da violência na capital líbia e em Bengazi, que está causando muitas vítimas entre os civis e fazendo com que famílias deixem suas casas.
“As Nações Unidas reitera o seu apelo a todas as partes que se abstenham de todas as formas de violência e exige que sejam tomadas medidas para assegurar a proteção de todos os civis durante o conflito armado em curso.”