Missão da ONU condena ataques suicidas no Afeganistão que deixam mais de 40 civis mortos

Entre os 43 mortos do ataque em Paktika, oito eram crianças. O atentado foi considerado o pior ataque individual deste ano no país.

O representante especial e chefe da UNAMA, , Ján Kubiš, condenou os dois ataques perpetrados no Afeganistão. Foto: ONU/Ryan Brown

O representante especial e chefe da UNAMA, , Ján Kubiš, condenou os dois ataques perpetrados no Afeganistão. Foto: ONU/Ryan Brown


“O terrível ataque durante o Ramadã, uma ocasião especial que deveria ser respeitada com os espírito da paz e compaixão, deve ser condenada veemente e os autores devem ser responsabilizados”, disse o chefe da Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA), Ján Kubiš, nesta terça-feira (15), condenando fortemente os dois ataques suicidas no país.

Um veículo cheio de explosivos foi detonado em um mercado movimentado na província de Paktika, matando pelo menos 43 civis, incluindo oito crianças e ferindo ao menos 95 pessoas. A quantidade elevada de mortos fez com que a UNAMA qualificasse esse atentado como o pior ataque individual deste ano no país.

Enquanto isso, em Cabul, o Talibã assumiu a responsabilidade por outro ataque contra um ônibus que transportava trabalhadores civis do governo. O grupo detonou dispositivos explosivos improvisados, controlados remotamente, matando duas pessoas e deixando cinco feridas.

A UNAMA ressaltou que o direito humanitário internacional, que todas as partes do conflito são obrigadas a cumprir, proíbe o uso de táticas indiscriminadas e desproporcionais, em particular, com dispositivos explosivos improvisados​​. Além disso, a Missão apelou novamente ao Talibã para que cesse imediatamente os ataques contra civis, pare de usar armas indiscriminadas e deixe de atacar às zonas povoadas de civis. 

Missão felicita o começo da implementação da auditoria eleitoral

A UNAMA elogiou, nesta segunda-feira (14), os esforços da Comissão Eleitoral Independente (CEI) do país por iniciar a implementação de um plano de auditoria para ajudar a resolver as questões dos resultados do segundo turno das eleições presidenciais. O plano anunciado no último sábado (12) contou com o aval de ambos candidatos e do apoio do secretário de estado dos Estados Unidos, John Kerry.

Após a votação do segundo turno em 14 de junho, que teve cerca de 8 milhões de votos, ambos os candidatos à presidência, Abdullah Abdullah e Ashraf Ghani, pediram uma investigação completa sob alegações sérias e credíveis de uma possível fraude nas cédulas de votação. 

O representante especial do secretário-geral da Nações Unidas para o Afeganistão e chefe da UNAMA disse que a Organização irá aconselhar e oferecer apoio ao plano de auditoria. Como parte dessa assessoria, o departamento de assuntos políticos da ONU enviou o diretor de assistência eleitoral, Craig Jenness, ao Afeganistão.