Missão da ONU condena atentados na Líbia e lembra que o diálogo político é a melhor solução 

Nas últimas semanas, as embaixadas do Egito e dos Emirados Árabes em Trípoli sofreram atentados e houve confrontos em várias cidades.

Msallata, Líbia. Foto: ONU/Iason Foounten

Msallata, Líbia. Foto: ONU/Iason Foounten

A Missão da ONU na Líbia (UNSMIL) condenou fortemente a crescente violência no leste e oeste da Líbia, incluindo os atentados a bomba desta quinta-feira (13) nas embaixadas do Egito e dos Emirados Árabes Unidos em Trípoli e os confrontos em curso no inicio da semana em Bengazi e Jabal Nafusa.

Segundo a UNSMIL, há relatos de bombardeios indiscriminados em áreas residenciais, homicídios, destruição deliberada de casas e outros bens, sequestro de civis, incluindo os profissionais de saúde, e o bloqueio nos esforços para ajudar os feridos e distribuir ajuda humanitária.

A Missão está especialmente preocupada com os ataques sistemáticos aos ativistas de direitos humanos, membros do judiciário e instituições de segurança, bem como o paradeiro de 130 prisioneiros que foram levados para uma localidade desconhecida.

Na ocasião, a Missão advertiu que a violência em todas as suas formas é uma violação do direito internacional dos direitos humanos e do direito humanitário, exortando as partes envolvidas a cessar imediatamente a onda de hostilidades e a violência em curso. Além disso, lembrou que o diálogo político é a única maneira de resolver as diferenças.