Missão da ONU condena aumento da violência na República Centro-Africana

Confrontos ocorridos na parte oeste do país em meados deste mês causaram fuga em massa, incêndios e saques. Missão da ONU se prontificou a ajudar na busca por uma solução pacífica e pediu que interesses dos civis sejam priorizados.

Foto: ONU/Catianne Tijerina

Foto: ONU/Catianne Tijerina

A missão de paz da ONU (MINUSCA) na República Centro-Africana expressou preocupação com a deterioração da segurança na parte oeste do país, onde desde o dia 10 de junho ocorreram uma série de ataques e retaliações entre grupos apoiados por milícias cristãs e pastores apoiados por combatentes muçulmanos.

Casas foram incendiadas e propriedades saqueadas durante os combates, que causaram a fuga de parte da população civil para a periferia de Ngaoundaye e para o país vizinho, Camarões.

A MINUSCA pediu aos grupos armados e movimentos afiliados que priorizem os interesses dos civis. A missão reiterou que está pronta para colaborar com uma solução pacífica para a crise, relacionada às migrações sazonais, em conjunto com o governo do país e os atores envolvidos.

A missão reafirmou sua determinação em prover estabilidade e segurança no país, e proteger a liberdade de deslocamento das comunidades. Com o aumento da violência, os aparatos de segurança foram reforçados na região, e os membros das forças de paz ficaram postados entre os combatentes.

A MINUSCA destacou ainda que está pronta para fornecer todo o apoio necessário para se conduzir investigações e identificar os incitadores dos distúrbios, que podem ser considerados responsáveis por seus atos e levados à justiça.

São mais de três anos de guerra civil e violência entre a coalizão de rebeldes de maioria muçulmana e das milícias anti-Balaka, que são na sua maioria cristãs. O conflito já fez com que milhares de pessoas abandonassem suas casas, deixando mais da 2 milhões de pessoas necessitando de ajuda emergencial dentro do país centro-africano. Acompanhe a situação do país clicando aqui.