Missão da ONU confirma início da retirada da zona neutra entre Sudão e Sudão do Sul

Subsecretário-Geral para Operações de Paz na região rica em petróleo de Abyei ressaltou que ação é essencial para uma paz duradoura na região.

Forças de paz da ONU em Abyei, região contestada pelo Sudão e Sudão do Sul. Foto: ONU/Stuart Price

Forças de paz da ONU em Abyei, região contestada pelo Sudão e Sudão do Sul. Foto: ONU/Stuart Price

A força de paz das Nações Unidas na área rica em petróleo de Abyei, contestada pelo Sudão do Sul e o Sudão, completou sua missão de verificação para ter certeza que as tropas de ambos os Governos saiam da zona de fronteira desmilitarizada.

“Esta primeira missão conjunta de verificação com o Sudão e o Sudão do Sul é um importante primeiro passo para a implementação de todas as medidas de segurança entre os dois países. Não há mais o que fazer, e é essencial para uma paz duradoura na região que ambos os países construam sobre este sucesso”, disse o Subsecretário-Geral da ONU para Operações de Paz, Hervé Ladsous.

A Força de Segurança Interina das Nações Unidas para Abyei (UNISFA) verificou na segunda-feira (25) que, durante sua missão em 23 de março para Tishwin e no dia seguinte para Kiir Adem, que se encontra dentro de uma faixa de 14 milhas de largura de terra conhecida como a “área de 14 milhas”, “não havia forças armadas de ambos os lados”.

“Ambas as partes já começaram a se retirar da zona de fronteira desmilitarizada de segurança, operação que são obrigadas a completar até 5 de abril”, acrescentou Ladsous.

A Missão verificará a conclusão da retirada até o dia 12 de abril.

O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu a UNISFA em junho de 2011 após um surto de violência em decorrência da tomada de controle de Abyei pelas tropas sudanesas, deslocando dezenas de milhares de pessoas nas semanas anteriores ao Sudão do Sul ter se tornado um Estado independente do Sudão.

Em dezembro de 2011, os 15 membros do Conselho estenderam o mandato da UNISFA para incluir tarefas como apoiar uma verificação conjunta de fronteira e um mecanismo de monitoramento, com a presença das partes em conflito.