Missão da ONU e da União Africana em Darfur investiga alegações de estupro a 200 mulheres e meninas

A UNAMID pediu acesso irrestrito à região e está averiguando se houve deslocamentos internos por conta de atos de violência não provados. Não foram feitas denúncias formais à promotoria até agora.

Funcionários da UNAMID trabalham em Tabit, ao norte de Darfur. Foto: UNAMID/Albert González Farran.

Funcionários da UNAMID trabalham em Tabit, ao norte de Darfur. Foto: UNAMID/Albert González Farran.

A Missão Conjunta da União Africana e das Nações Unidas (UNAMID) em Darfur, no Sudão, expressou profunda preocupação com as alegações que circulam na mídia local sobre o estupro de 200 mulheres e meninas na cidade de Tabit, ao norte da região, declarando a condução de uma investigação para averiguar a veracidade dos fatos.

A liderança da Missão pediu que as autoridades do governo do Sudão concedam acesso irrestrito à região de Darfur, especialmente nas áreas onde as supostas agressões à sociedade civil teriam ocorrido.

Uma missão integrada da UNAMID foi enviada ao campo de deslocados internos localizado em Zamzam nesta quarta-feira (05) com o propósito de determinar a existência de possíveis deslocamentos a partir de Tabit por conta de atos de violência que não puderam ser verificados.

No entanto, o chefe da promotoria do norte de Dafur afirmou aos funcionários de direitos humanos da ONU que não houve denúncias sobre incidentes de abuso sexual em Tabit.