Missão da ONU no Afeganistão condena ataque ao chefe do Conselho Superior de Paz

Um homem-bomba teria detonado seus explosivos perto da carreata em que estava Masoom Stanekzai, na capital Cabul, que não ficou ferido. No entanto, ataque matou um civil e feriu vários outros.

Representante especial e chefe da missão das Nações Unidas no Afeganistão, Ján Kubis condena o ataque. Foto ONU/Paulo Filgueiras

Representante especial e chefe da missão das Nações Unidas no Afeganistão, Ján Kubis condena o ataque. Foto ONU/Paulo Filgueiras

A missão das Nações Unidas no Afeganistão condenou fortemente o ataque a Masoom Stanekzai, ministro do governo e chefe da Secretaria do Conselho Superior de Paz do país no último sábado (21).

Um homem-bomba teria detonado seus explosivos perto da carreata em que estava Stankezai, na capital Cabul, de acordo com a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA). O ministro não ficou ferido, mas o ataque matou um civil e feriu vários outros.

“Todos os ataques contra civis devem ser condenados”, disse o representante especial do secretário-geral da ONU para o Afeganistão e chefe da UNAMA, Ján Kubis, em um comunicado.

“Este ataque é particularmente digno de condenação, pois o seu alvo era alguém que tem trabalhado de forma incessante e incansável pela paz e reconciliação no país há muitos anos, principalmente através de seu trabalho como chefe do Secretariado do Conselho Superior da Paz”, afirmou, acrescentando que os responsáveis devem ser levados à justiça rapidamente.

Enquanto isso, o vice-representante especial do secretário-geral para o Afeganistão, Nicholas Haysom, afirmou no sábado (21) que a ONU está pronta para ajudar a resolver o “impasse político atual”, que surgiu na sequência das eleições presidenciais do segundo turno, realizadas na semana anterior.

Ele disse que qualquer papel que a ONU assuma deve ser decidido com as partes interessadas envolvidas e relevantes presentes no Afeganistão. “Nós já havíamos afirmado firmemente que vamos caminhar com os afegãos através deste difícil caminho da transição política”, disse ele a repórteres em Cabul.

Na semana passada, um dos dois candidatos no segundo turno, Abdullah Abdullah, anunciou a suspensão da sua campanha nas eleições do Afeganistão, pediu a interrupção do processo e levantou a possibilidade de que uma comissão resolva as disputas eleitorais sob a supervisão da ONU.

A UNAMA observou que o presidente Hamid Karzai ecoou essa sugestão como uma das possíveis opções do papel que a ONU possa assumir para resolver o impasse político.