Missão da ONU no Afeganistão condena série de três ataques realizados pelo Talibã em Cabul

No primeiro dia de 2016, o grupo atacou um restaurante, deixando dois mortos e 18 feridos. Na segunda-feira (4), dois homens-bomba explodiram veículos que mataram três civis e feriram 38.

Em Cabul, Talibã foi responsável por três atentados na primeira semana de 2016. Foto: WikiCommons / Scott Clarkson

Em Cabul, Talibã foi responsável por três atentados na primeira semana de 2016. Foto: WikiCommons / Scott Clarkson

A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) condenou, nesta quarta-feira (6), uma série de três atentados realizados pelo Talibã em áreas civis de Cabul. No primeiro dia de 2016, o grupo atacou o restaurante Le Jardin, provocando a morte de dois civis e deixando outros 18 feridos. Na segunda-feira (4), dois homens-bomba explodiram veículos próximos ao Aeroporto Internacional da capital afegã, matando três pessoas e ferindo 38. Quatro civis integrantes da equipe da ONU ficaram feridos.

Entre o conjunto total de vítimas, estavam dez crianças e nove mulheres. De acordo com a UNAMA, o segundo ataque ocorreu numa área densamente habitada, destruindo ou danificando mais de 80 casas e lojas. A Missão também recebeu relatos de que um quarto atentado teria acontecido na terça-feira (5), na região de Wazir Akbar Khan, onde um carro portando uma bomba magnética teria explodido.

“O uso de dispositivos altamente explosivos em áreas civis povoadas continua a causar danos extremos para as mulheres, crianças e homens afegãos”, afirmou o diretor em exercício da UNAMA, Mark Bowden. “Vidas perdidas, mutilações, destruição de casas, negócios e propriedade pessoal e medo generalizado – essas são as consequências reais dos ataques suicidas em áreas urbanas”.

A Missão da ONU solicitou “que todas as partes reafirmem suas obrigações legais para, a todo o momento, evitar danos a civis” e destacou que os ataques aconteceram num momento em que muitos afegãos alimentavam esperanças de que os diálogos de paz poderiam ser retomados no país.