Missão da ONU no Afeganistão reafirma ‘necessidade crítica’ de proteger civis

Comunicado afirma que cidadãos “pagam um preço desproporcional em termos de vidas perdidas e sangue derramado, principalmente como resultado de ataques por parte de elementos antigoverno”.

Em reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Afeganistão na terça-feira (26/06), a missão das Nações Unidas no país chamou a atenção para a “necessidade crítica” de que as partes envolvidas no conflito façam mais para proteger os civis.

“As mulheres afegãs, crianças e homens há muito pagam um preço desproporcional em termos de vidas perdidas e sangue derramado, principalmente como resultado de ataques por parte de elementos antigoverno. Está clara a violação do direito humanitário internacional”, afirmou em comunicado a Missão de Assistência da ONU no Afeganistão (UNAMA).

Na semana passada, 214 civis afegãos foram mortos ou feridos em 48 incidentes no país, de acordo com a UNAMA. Somente em dois ataques suicidas – um em Khost e outro por Qargha Lake – pelo menos 38 civis afegãos foram mortos, com 38 outros feridos.

No início deste ano, um relatório sobre a proteção dos civis no país, produzido pela UNAMA e pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), observou que o número de vítimas civis resultantes do conflito havia subido pelo quinto ano consecutivo.

Desde 2007, pelo menos 11.864 civis perderam suas vidas no conflito em curso entre o Governo, apoiado por forças internacionais, e os grupos insurgentes do Taleban.