No dia do ataque, a Missão das Nações Unidas no país enviou 59 oficiais ao hotel Radisson para apoiar as forças malesas nas operações de resgate. Agora, agentes estão ajudando autoridades nas investigações.

Equipes médicas, ambulâncias e bombeiros da MINUSMA foram enviados ao Radisson para auxiliar na emergência. Foto: MINUSMA/Manuel Taracena
A Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas no Mali (MINUSMA) está dando apoio às autoridades do país que investigam o ataque terrorista ao hotel Radisson, na capital Bamako, que ocorreu na última sexta-feira (20). Ao menos 22 pessoas foram mortas, incluindo os criminosos, e outras dezenas foram mantidas reféns por horas. A MINUSMA participou das operações contra os terroristas e enviou 59 oficiais ao local, no dia do ataque.
No total, 45 oficiais da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) e outros 14 agentes de segurança da Missão da ONU auxiliaram as forças do Mali e parceiros internacionais nas ações de resgate dos reféns. Equipes médicas, ambulâncias e bombeiros também foram enviados ao Radisson. A UNPOL continua assistindo, com perícia e suporte técnico, as autoridades malesas na investigação do ocorrido.
O representante do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no Mali e chefe da MINUSMA, Mongi Hamdi, elogiou o trabalho dos oficiais das Nações Unidas, que atuaram “com paixão e profissionalismo”. O chefe da Missão também saudou os funcionários e hóspedes do hotel “pela compostura e pela coragem” que demonstraram para lidar com o ataque.
A MINUSMA condena quaisquer atos que tentem minar o processo de paz no país. A Missão foi estabelecida em 2013 para realizar tarefas relacionadas à segurança e para ajudar a estabilizar a situação do Mali, implementando um roteiro para a transição após um golpe de Estado e a tomada do poder por separatistas islâmicos, no norte do país. A equipe conta com mais de 9 mil militares e mais de 2,3 mil policiais e civis atuando em campo.