Missão da ONU na Colômbia começou a verificar a deposição de armas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP). Observadores da ONU identificarão e registrarão todas as armas presentes nos acampamentos das FARC em 26 áreas onde membros do grupo estão instalados e onde farão a transição para a vida civil.

Trabalho em campo onde a Missão da ONU verificará a entrega de armas das FARC. Foto: Missão da ONU na Colômbia
Em mais um importante passo no processo de paz da Colômbia, a Missão das Nações Unidas no país começou a verificar a deposição de armas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP). Segundo um comunicado divulgado pela Missão no último dia 1º, os observadores identificarão e registrarão todas as armas presentes nos acampamentos das FARC em 26 áreas onde membros do grupo estão instalados e onde farão a transição para a vida civil.
A Missão irá instalar contêineres nos campos para receber o armamento, sob o constante monitoramento dos observadores. O processo deve ser concluído em 29 de maio, 180 dias depois da entrada em vigor do acordo final de paz.
No primeiro passo para o processo de armazenamento de armas, a Missão receberá armamento de membros das FARC-EP que participam da do Mecanismo de Monitoramento e Verificação tripartite. Paralelamente e em coordenação com as FARC-EP, a Missão começará imediatamente o processo de planejar e verificar a destruição de armas, munições, minas e explosivos precários.
O comunicado da Missão aponta que este é um avanço importante no processo de deposição de armas, apesar dos desafios logísticos.
“Esperamos que este processo seja acelerado, como parte do simultâneo e dinâmico progresso da implementação de todos os aspectos do Acordo de Paz. Isto dará confiança àqueles que participaram do conflito e à sociedade colombiana como um todo”, informou o comunicado.
A Missão também disse que as decisões anunciadas pelo governo com relação às garantias legais aos membros das FARC-EP “serão um fator de tranquilidade no complexo processo de transição para a vida civil”.