Missão de paz da ONU condena ataque e prisão de dois de seus funcionários no Sudão do Sul

O incidente aconteceu na capital Juba, mesmo depois de o presidente Salva Kiir ter garantindo ao secretário-geral da ONU cooperar com a Missão.

Pessoas se aglomeram para receber água em base da UNMISS no estado sul-sudanês de Jonglei. Foto: UNMISS/Evelien Vleehouwers

Após o ataque e a detenção ilegal de dois de seus membros por supostas forças de segurança do Sudão do Sul, a Missão de Paz das Nações Unidas no país (UNMISS) afirmou, nesta quarta-feira (21), estar “preocupada” com os incidentes que “expuseram seu pessoal a sério risco de segurança” e exigiram liberdade irrestrita de locomoção para seus funcionários.

“Esses atos são ilegais e estão em clara violação ao Acordo sobre Uso de Força, declarou o porta-voz da ONU, em referência ao acordo que regula as relações entre a UNMISS e o governo sul-sudanês.

O incidente aconteceu na capital Juba, mesmo depois de que o presidente Salva Kiir, em encontro no início de maio com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, garantiu a cooperação do governo com a Missão – que vem protegendo milhares de civis em suas bases desde que a rivalidade política entre Kiir e seu ex-vice, Riek Machar, desencadeou uma crise política no país.