Missão de paz da ONU no Sudão do Sul alerta para condições de trabalho cada vez mais difíceis

Equipes e parceiros das Nações Unidas no terreno têm sido hostilizados, perseguidos e tiveram seus movimentos limitados — o que viola o acordo estabelecido com o governo local.

Distribuição de alimentos no Sudão do Sul. Foto: ACNUR/P. Rulashe.

Apesar das recentes garantias de segurança dadas pelo governo do Sudão do Sul, a missão de paz da ONU no país (UNMISS) alertou para a crescente dificuldade de operar na região. Equipes e parceiros das Nações Unidas no terreno têm sido hostilizados, perseguidos e tiveram seus movimentos limitados.

A UNMISS informou nesta terça-feira (1) que estas ações violam o acordo estabelecido com as autoridades e apelou ao governo sul-sudanês que respeite a obrigação de manter a segurança e a liberdade de movimentação para o pessoal humanitários e os capacetes-azuis no país.

Além da violência, o alto comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR), António Guterres, e a diretora executiva do Programa Mundial Alimentar (PMA), Ertharin Cousin, atualmente em visita no Sudão do Sul, chamaram também a atenção para a crescente necessidade de ajuda humanitária no país.

No estado do Alto Nilo, a missão da ONU tem observado um grande número de civis que retornam da cidade de Malakal para locais de proteção da ONU, que atualmente abrigam mais de 21.500 pessoas deslocadas.

Alguns dos civis disseram às Nações Unidas que foram alertados por grupos armados a não entrar na cidade porque a situação era volátil, enquanto outros relataram que tinham ouvido tiros na parte sul da cidade.