‘Mobilização é a melhor perspectiva para a auto-determinação da Palestina’, afirma relator da ONU

Richard Falk pediu o boicote a empresas que violam o direito internacional, no caso dos assentamentos israelenses, além de “formas de resistência não violentas”.

As tensões da pobreza e da ocupação ilegal promovida por Israel têm afetado crianças refugiadas da Palestina em diversos lugares, incluindo estas na Cisjordânia. Foto: UNRWA

As tensões da pobreza e da ocupação ilegal promovida por Israel têm afetado crianças refugiadas da Palestina em diversos lugares, incluindo estas na Cisjordânia. Foto: UNRWA

O representante especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, Richard Falk, apelou a empresas e à sociedade civil para que “se juntem ao movimento solidário global que vem crescendo na resistência à prolongada ocupação e anexação israelense da Palestina”.

“Agora, a melhor perspetiva para a realização da auto-determinação palestina é com pressões exercidas através de mobilização popular”, afirmou Falk, acrescentando que são necessárias “formas de resistência não violentas”.

“Devemos reforçar o movimento global de resistência e isso inclui boicote e sanções a empresas que se beneficiem da existência dos assentamentos”, afirmou o representante.

Falk reiterou ainda que “os Estados-membros da ONU também têm a responsabilidade em assegurar que não sejam cúmplices na violação dos direitos humanos no territórios palestinos ocupados”.

O apelo de Richard Falk surge na sequência do colapso das negociações entre Israel e Palestina que vinham sendo intermediadas pelos EUA ao longo dos últimos nove meses. Entre os últimos acontecimentos, registram-se o estabelecimento de um novo assentamento israelense – o primeiro desde os anos 1980 – e a apropriação de novas terras da Palestina.