Este é o segundo membro da Tanzânia a morrer após um ataque no dia 28 de agosto. Secretário-geral da ONU condenou atentado de grupo rebelde.

Forças de paz da ONU em Kibati, na República Democrática do Congo. Foto: MONUSCO/Sylvain Liechti
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, expressou suas condolências após a morte de um membro da força de paz das Nações Unidas que foi ferido no mês passado durante confrontos no leste da República Democrática do Congo (RDC).
O integrante da missão é um dos vários que ficaram feridos quando o grupo rebelde conhecido como M23 atacou uma posição da ONU perto de Kibati, a 15 quilômetros ao norte da capital de Kivu do Norte, Goma.
Ele é o segundo membro da Tanzânia a morrer como resultado do ataque de 28 de agosto, que ocorreu quando a Missão de Estabilização das Nações Unidas na RDC (MONUSCO) apoiava uma ação das forças armadas congolesas (FARDC) para proteger civis em áreas povoadas de Goma.
“O secretário-geral condena nos termos mais fortes o assassinato e ferimento de membros das forças de paz da MONUSCO”, disse seu porta-voz disse em um comunicado. “Ele oferece suas sinceras condolências e solidariedade à família das vítimas e ao Governo da República Unida da Tanzânia.”
A ONU continua comprometida a tomar todas as medidas necessárias em conformidade com o mandato dado pelo Conselho de Segurança da organização para proteger os civis no leste da RDC, acrescentou o comunicado.
Durante o ano passado, o M23 e outros grupos armados entraram em conflito várias vezes com a FARDC. Os rebeldes ocuparam brevemente Goma em novembro de 2012.
A luta recomeçou nos últimos meses, desta vez a partir de um grupo de rebeldes baseados em Uganda – deslocando mais de 100 mil pessoas e agravando a crise humanitária na região.
A ONU estima que existam atualmente cerca de 2,6 milhões de pessoas deslocadas internamente no país e 6,4 milhões em necessidade imediata de alimentos e ajuda de emergência.