Mortes causadas pela malária foram reduzidas em 45% nos últimos 12 anos, diz relatório da OMS

Apesar disso, a insuficiência de financiamento e a resistência do parasita e do mosquito aos medicamentos estão retardando o progresso na luta contra a doença.

Criança envolta por uma tela de proteção contra o mosquito transmissor da malária em Gana. Foto: Banco Mundial / Arne Hoel

Criança envolta por uma tela de proteção contra o mosquito transmissor da malária em Gana. Foto: Banco Mundial / Arne Hoel

Os esforços globais para controlar e eliminar a malária reduziram a taxa de mortalidade da doença em 45% em todo o mundo e 49% na África, informou um novo relatório divulgado na quarta-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Isso significa que 3,3 milhões de vidas foram salvas entre 2000 e 2012, a grande maioria crianças abaixo dos cinco anos de idade.

Apesar dos progressos, os números mostram que o acesso universal à prevenção e ao tratamento ainda é um longo caminho. Estima-se que 3,4 bilhões de pessoas estejam em risco de contrair a malária, a maioria na África, onde 80% dos casos ocorrem, e no Sudeste da Ásia.

Estima-se que 207 milhões de casos foram notificados em 2013, resultando em 627 mil mortes.

O financiamento insuficiente para prevenir e/ou prover acesso aos tratamentos também é um problema. Em 2012, a ajuda internacional e nacional para o controle da malária chegou a no máximo 2,5 bilhões de dólares, menos da metade dos 5,1 bilhões necessários anualmente para alcançar o acesso universal às intervenções.

A resistência do parasita à artemisinina, principal componente dos remédios contra a malária, também permanece um empecilho ao progresso na luta contra a doença. O Relatório Mundial sobre a Malária de 2013 também afirmou que os mosquitos estão se tornando resistentes aos inseticidas.

A OMS anunciou que está desenvolvendo uma estratégia global para o controle e eliminação da malária para o período entre 2016-2025. Esse plano pretende controlar e eliminar o Plasmodium vivax, predominante na Ásia e na América do Sul, e que, geralmente, responde mais devagar às investidas do que os outros tipos da doença.