Mudanças climáticas aumentam vulnerabilidade de deslocados, diz ACNUR na Rio+20

Relatório lançado na Rio+20 lembra que pessoas que ultrapassaram fronteiras devido a razões ambientais não são consideradas refugiadas. Documento prevê medidas de proteção.

Relatório Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana é lançado na Rio+20 (ACNUR).

Relatório Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana é lançado na Rio+20 (ACNUR).

As mudanças climáticas e os desastres naturais aumentam a vulnerabilidade de solicitantes de refúgio, refugiados, apátridas e deslocados internos. Essa é a conclusão do relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) “Mudanças Climáticas, Vulnerabilidade e Mobilidade Humana”, lançado na quinta-feira (21/06) na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.

As mudanças climáticas, diz o relatório, levam à escassez de água e alimentos, problemas na administração de campos e abrigos e intensificam os deslocamentos forçados. O documento do ACNUR pede que sejam criados novos fundos criativos, soluções sustentáveis e abordagens inovadoras para a proteção, mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

O órgão da ONU para refugiados estabeleceu como metas para a Rio+20 a promoção do uso eficiente de energia e de fontes renováveis em campos de refugiados. O reflorestamento desses campos também entraram na lista de objetivos.

O relatório lembra que pessoas que ultrapassaram fronteiras devido a razões ambientais não são consideradas refugiadas dentro da Convenção de Refugiados de 1951. A Noruega, Suíça, ACNUR e o Conselho da Noruega para Refugiados já lançaram a “Iniciativa Nansen” para que esses deslocados por motivos ambientais recebam proteção.

Para conferir o relatório completo, clique aqui.