Documento do PNUMA aponta que os maiores problemas da região são escassez de recursos naturais, crescimento urbano acelerado, desertificação do solo e desmatamento.

Depois de uma chuva, em março, um pequeno lago sobe perto das dunas de Erg Chebbi (ou Dunas de Merzouga) no Saara, Marrocos. Crefit: Alex Lichtenberger/Flickr.com via UNEP.org
As mudanças climáticas parecem estar acontecendo mais rapidamente na região árabe, aponta um novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) publicado na última terça-feira (10). O documento afirma que o ritmo de desenvolvimento econômico e social acelerado tem ajudado a agravar esse quadro.
A pesquisa “A Região Árabe: Atlas das Nossas Mudanças Climáticas” analisa alterações ambientais que ocorreram em mais de 80 locais da região usando uma combinação de fotografias, imagens atuais e antigas de satélite e conhecimento científico.
Através desse material é possível fazer uma comparação entre a geografia antiga e atual e mostrar os efeitos das ações do ser humano nos países estudados.
Os resultados mostram claramente que o ritmo de crescimento da região causou mudanças no uso da terra, no desenvolvimento urbano, a degradação de áreas marinhas e costeiras, encolhimento dos corpos d’água, perda de habitat e alterações climáticas.
Os maiores problemas da região se concentram nos recursos limitados de água doce, rápida urbanização, esgotamento dos recursos naturais, vulnerabilidade de muitos assentamentos, desertificação e degradação do solo, poluição, perda de biodiversidade e desmatamento.
Apesar dos desafios apresentados, o atlas aponta respostas inovadoras que estão sendo implementadas na região, como as plantações no deserto fronteiriço entre o Kuwait e o Iraque para conservar os recursos hídricos, a aquicultura da tilápia no rio Nilo para complementar a indústria da pesca e a agricultura na Síria para controlar a seca, melhorar a eficiência da produção e atender à crescente demanda por alimentos.
O estudo pretende ajudar na formulação de políticas para um futuro mais sustentável, mirando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e a agenda de desenvolvimento pós-2015.
Ele faz parte da edição mais recente de uma série de atlas coordenados pelo PNUMA, que começou em 2005 com o lançamento do atlas “Um Planeta, Muitas Pessoas”. O estudo foi feito em parceria com a Iniciativa de Abu Dabi para o recolhimento de Dados sobre o Meio Ambiente Global e apoiado pela Agência de Meio Ambiente de Abu Dabi.