Em comunicado para o Dia Mundial contra a AIDS, lembrado nesta sexta-feira (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que há esperança de que o mundo possa cumprir sua promessa de acabar com a epidemia da doença até 2030. No entanto, alertou que muito mais precisa ser feito para que esse objetivo seja alcançado, uma vez que a AIDS está crescendo em algumas regiões do mundo.

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foto: ONU/Manuel Elias
Em comunicado para o Dia Mundial contra a AIDS, lembrado nesta sexta-feira (1º), o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que há esperança de que o mundo possa cumprir sua promessa de acabar com a epidemia da doença até 2030. No entanto, alertou que muito mais precisa ser feito para que esse objetivo seja alcançado, uma vez que a AIDS está crescendo em algumas regiões do mundo.
“Aproximadamente 21 milhões de pessoas vivendo com HIV hoje têm acesso a tratamento — um número que deve crescer para mais de 30 milhões em 2020. Além disso, as mortes relacionadas à AIDS e as novas infecções estão caindo. Há muita esperança de que o mundo possa cumprir sua promessa — mas muito mais precisa ser feito”, disse Guterres.
“Infelizmente, algumas partes da resposta ao HIV estão atrasadas. Em algumas regiões do mundo, sucessos arduamente conquistados estão sendo revertidos, com elevação do número de novas infecções e de mortes relacionadas à AIDS”, completou.
Em 2016, cerca de 1,8 milhão de pessoas foram infectadas pelo HIV, uma diminuição de 39% em relação aos 3 milhões que foram infectadas no pico da epidemia no final dos anos 1990. Na África Subsaariana, o número de novas infecções por HIV caiu 48% desde 2000.
No entanto, o número de novas infecções pelo vírus está aumentando rapidamente em países que não expandiram os serviços de saúde e de HIV onde eles são mais necessários, e onde a relação custo-benefício tende a ser maior para a resposta ao vírus.
Na Europa Oriental e na Ásia Central, por exemplo, as novas infecções por HIV aumentaram 60% desde 2010 e as mortes relacionadas à AIDS cresceram 27%.
Guterres lembrou ainda que mulheres e meninas continuam sendo desproporcionalmente afetadas pelo HIV, particularmente na África.
Salientou também que os homens são menos propensos a saber que estão vivendo com o vírus, têm menos probabilidade de buscar tratamento e, portanto, mais chances de transmitir HIV.
“Muitas pessoas não conseguem ter acesso a serviços dos quais precisam para tratar a doença ou permanecer saudável”, disse. “Neste Dia Mundial contra a AIDS, peço um compromisso renovado para terminar o que começamos e tornar a epidemia de AIDS coisa do passado”, concluiu.