Muitos refugiados estão relutantes em voltar ao Iraque, aponta pesquisa da ONU

A maioria dos refugiados iraquianos que vivem na Síria estão relutantes em retornar permanentemente ao seu país, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Refugiados iraquianos na Síria. Foto: ONU.A maioria dos refugiados iraquianos que vivem na Síria estão relutantes em retornar permanentemente ao seu país, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Quase 500 famílias, ou mais de duas mil pessoas, participaram da pesquisa realizada na fronteira de Waleed Al, no cruzamento entre a Síria e o Iraque, entre julho e agosto. Aproximadamente metade dos refugiados entrevistados citaram a incerteza política como uma razão para não quererem ser repatriados, enquanto outros culparam as condições instáveis de segurança, as poucas oportunidades de educação e a falta de moradia.

A grande maioria dos iraquianos que atravessaram a fronteira para seu país disseram que era uma viagem curta, apenas para visitar membros da família, verificar as condições no terreno, obter documentação ou checar suas propriedades. “O ACNUR não considera a situação da segurança no Iraque adequada para facilitar ou promover retornos”, sublinhou a porta-voz da agência, Melissa Fleming, acrescentando que o ACNUR continua a ajudar àqueles que desejam retornar.

A Síria abriga o maior número de refugiados iraquianos na região. O escritório do ACNUR no país registrou mais de 290 mil iraquianos desde o início da guerra. De acordo com dados do governo, há mais de 1 milhão de refugiados iraquianos na Síria, com cerca de 130 mil recebendo ajuda regularmente do ACNUR e do Programa Mundial de Alimentos (PMA).