A Fundação L’Oréal e a UNESCO anunciaram nesta semana (13) as cinco pesquisadoras que receberão o Prêmio Mulheres na Ciência 2018, na categoria Ciências da Vida. Vindas da Argentina, Canadá, China, África do Sul e Reino Unido, as premiadas foram reconhecidas por suas contribuições excepcionais para a área. Vencedoras participarão na próxima semana (22) da cerimônia de premiação, que acontece na sede da agência da ONU, em Paris.

Cientistas da Argentina, Canadá, China, África do Sul e Reino Unido foram escolhidas para o Prêmio Mulheres na Ciência, da UNESCO e da Fundação L’Oréal. Imagem: UNESCO
A Fundação L’Oréal e a UNESCO anunciaram nesta semana (13) as cinco pesquisadoras que receberão o Prêmio Mulheres na Ciência 2018, na categoria Ciências da Vida. Vindas da Argentina, Canadá, China, África do Sul e Reino Unido, as premiadas foram reconhecidas por suas contribuições excepcionais para a área. Vencedoras participarão na próxima semana (22) da cerimônia de premiação, que acontece na sede da agência da ONU, em Paris.
A iniciativa do organismo internacional e da Fundação L’Oréal tem por objetivo dar visibilidade ao trabalho de mulheres, que ainda têm pouca representatividade na ciência. Atualmente, apenas 28% dos pesquisadores são mulheres. Todos os nove Prêmios Nobel deste ano relacionados a ciência foram concedidos a homens e, desde a criação da categoria científica no Nobel, menos de 3% dos premiados foram mulheres.
Há duas décadas, a Fundação L’Oréal e a UNESCO celebram, anualmente, cinco pesquisadoras mulheres e se comprometem a promover a igualdade de gênero na ciência. As premiadas de 2018 foram selecionadas por um júri independente composto por dez renomados membros da comunidade científica internacional. Em 2017, o grupo foi presidido pela professora Elizabeth H. Blackburn, vencedora do Prêmio Mulheres na Ciência de 2008 e do Prêmio Nobel em Psicologia ou Medicina de 2009.
Cada cientista agraciada receberá um prêmio em dinheiro de 100 mil euros por sua contribuição aos avanços na ciência. A cerimônia de premiação acontecerá no dia em que a premiação completa seu 20º aniversário.
Conheça as vencedoras e suas contribuições
África e Estados Árabes
Professora Heather ZAR, da África do Sul, docente do Red Cross War Memorial Children’s Hospital (Hospital Infantil Memorial de Guerra da Cruz Vermelha); diretora do Medical Research Council Unit (Unidade do Conselho de Pesquisa Médica), instituição da Universidade de Cape Town.
Medicina e Ciências da Saúde/Pediatria
“Por estabelecer um programa de pesquisa de ponta sobre pneumonia, tuberculose e asma, salvando a vida de inúmeras crianças em todo o mundo.”
Ásia/Pacífico
Professora Meemann CHANG, da China. Docente do Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology (Instituto de Paleontologia de Vertebrados e Paleoantropologia) e integrante da Academia Chinesa de Ciências, em Beijing.
Ciências Biológicas/Paleontologia
“Por seu trabalho pioneiro com registros fósseis que levaram a novos esclarecimentos sobre como vertebrados aquáticos se adaptaram à vida em terra.”
Europa
Professora Caroline DEAN, do Reino Unido. Docente do Centro John Innes, no Parque de Pesquisa Norwich.
Ciências Biológicas/Biologia molecular
“Por sua pesquisa inovadora sobre como plantas se adaptam ao seu entorno e às mudanças climáticas, levando a novas maneiras de aperfeiçoar colheitas.”
América Latina
Professora Amy T. AUSTIN, da Argentina. Docente do Agricultural Plant Physiology and Ecology Research Institute (IFEVA) – CONICET (Instituto de Fisiologia e Ecologia de Plantas da Agricultura), da Faculdade de Agricultura da Universidade de Buenos Aires.
Ecologia e Ciências do Meio Ambiente
“Por suas notáveis contribuições para o entendimento da ecologia dos ecossistemas terrestres em ambientes naturais e modificados por humanos.”
América do Norte
Professora Janet ROSSANT, do Canadá. Cientista sênior do Hospital for Sick Children (Hospital para Crianças Doentes), em Toronto, professora da Universidade de Toronto e presidente da Fundação Gairdner.
Ciências Biológicas/Biologia do desenvolvimento
“Por sua pesquisa excepcional que nos ajudou a entender melhor como tecidos e órgãos são formados no embrião em desenvolvimento.”