Na Polônia, Ban afirma que “pessoas agora temem a ira de um planeta em aquecimento”

No encontro, secretário-geral pediu que os países enfrentem o desafio de criar um acordo climático até 2015 “com sabedoria e urgência”.

Secretáqrio-geral da ONU fala na COP19, em Varsóvia. Foto: /Evan Schneider

O mundo precisa ir além da catástrofe nas Filipinas para compreender as consequências profundas e perigosas do aquecimento do planeta, alertou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta terça-feira (19). A declaração foi realizada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 19), que está acontecendo na capital polonesa, Varsóvia. Ele também pediu as representantes dos países que enfrentem este desafio “com sabedoria e urgência” para pavimentar o caminho para um acordo climático vinculativo até 2015. “A mudança climática ameaça as gerações atuais e futuras”, disse Ban.

Enviando suas mais profundas condolências às pessoas afetadas nas Filipinas pelo tufão Haiyan, ele disse que em todo o mundo as pessoas agora enfrentam e temem a ira de um planeta em aquecimento. “A ciência é clara. As atividades humanas são a causa dominante das mudanças climáticas. Não podemos culpar a natureza”.

De fato, as emissões de gases de efeito estufa continuam aumentando e as consequências são profundas, perigosas e conhecidas de todos, disse o secretário-geral, lembrando uma visita no início deste ano para a Islândia, onde as geleiras estão derretendo a uma velocidade acelerada. “Me disseram que se não tomarmos medidas urgentes agora, a Islândia pode ser uma terra sem gelo em breve”.

O chefe da ONU disse que, apesar de tudo, está esperançoso, porque tem havido progressos em várias frentes para um futuro de baixo carbono. Governos, empresas, grupos comunitários, mulheres, jovens e lideranças indígenas estão trabalhando juntos. Novos programas para as cidades sustentáveis ​​e agricultura inteligente estão começando a funcionar e a demanda global por energia renovável continua aumentando muito rapidamente.

“Sabemos agora que é possível fechar a lacuna de emissões. Temos que aproveitar esse momento” disse, ressaltando que as Nações Unidas, por sua vez, estão fazendo sua parte, trabalhando para alcançar a neutralidade climática.