Diretor da Rádio Somaliweyn, Abukar Mohamed Kadaf, foi morto nesta terça-feira (28/02). Nações Unidas pedem que perpetradores sejam levados a julgamento.
O Representante Especial do Secretário-Geral e Chefe do Escritório Político da ONU para a Somália (UNPOS), Augustine P. Mahiga, condenou duramente hoje (29/02) o assassinato do diretor da Rádio Somaliweyn, Abukar Mohamed Kadaf, atingido por tiro ontem à noite em Mogadíscio, e pediu que os perpetradores sejam levados a julgamento.
O radialista é o segundo profissional de mídia morto na Somália em um mês. Hassan Osman Abdi, diretor da Rádio Shabelle, foi assassinado em 28 de janeiro.
“Peço ao governo federal de transição que conduza investigação imediata, profunda e independente para levar os perpetradores a julgamento”, declarou Mahiga. “As instituições devem redobrar esforços para acabar com a cultura da impunidade e interromper este inaceitável ciclo de violência.”
O Representante Especial prestou homenagem aos corajosos jornalistas somalis que trabalham em condições “incrivelmente difíceis” para manter a pressão sobre elementos criminosos que tentam intimidar o povo da Somália – um dos mais perigosos lugares do mundo para a imprensa.
“Peço aos que defendem o direito fundamental de liberdade de expressão para que não sejam dissuadidos por estes atos covardes de terrorismo”, acrescentou.
A Somália não tem um governo central efetivo há 20 anos e foi dilacerada por lutas entre facções e crises humanitárias.