Nações Unidas condenam assassinatos em protestos desarmados no Iêmen

Centenas de pessoas também foram feridas desde sábado pelo uso desproporcional das forças de segurança do Governo do Iêmen.

 Rupert Colville, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH)O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas condenou firmemente nesta terça-feira (18/10) o assassinato de um grande número de protestantes pacíficos no Iêmen nos últimos dias, pedindo que os responsáveis pelas mortes sejam levados à Justiça.

Centenas de pessoas também foram feridas desde sábado nos protestos desarmados na capital Sana’a e em Taiz. O motivo principal é a continuação dos confrontos entre partidários e opositores do presidente Ali Abdullah Saleh.

“Nós estamos extremamente preocupados que as forças de segurança continuem a usar força excessiva em um clima de completa impunidade por seus crimes, resultando em perdas significativas de vidas, apesar das promessas do Governo pelo contrário”, disse Rupert Colville, porta-voz do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).

“Aqueles responsáveis pelas centenas de mortes desde o começo dos protestos no Iêmen há mais de 8 meses devem ser processados, independentemente do posto ou título”, disse Colville. O porta-voz ainda alertou que os opositores armados do Presidente devem remover as armas dos espaços públicos utilizados por manifestantes pacíficos e parar de lançar ataques armados a partir de áreas densamente povoadas.

A violência continua apesar dos esforços internacionais para promover uma transição política pacífica. O Assessor Especial do Secretário-Geral Ban Ki-moon para o Iêmen, Jamal Benomar, informou que a situação de segurança deteriorou-se “muito dramaticamente”, com cinco ou seis províncias fora do controle do Governo e a capital Sana’a dividida entre forças rivais.