Nações Unidas condenam ataque com carro-bomba que deixou ao menos 13 mortos na Somália

A ONU alertou também para o grave estado da situação humanitária no país e pediu doações urgentes para poder expandir as operações de ajuda.

Tropas do Exército Nacional Somali e a Missão da União Africana na Somália durante a operação para a retomada de Barawe, bastião do Al-Shabaab. Foto: AMISOM/Tobin Jones

Tropas do Exército Nacional Somali e a Missão da União Africana na Somália durante a operação para a retomada de Barawe, bastião do Al-Shabaab. Foto: AMISOM/Tobin Jones

Uma explosão de um carro-bomba deixou ao menos 13 pessoas mortas e muitas feridas na capital da Somália, Mogadíscio. O chefe da Missão de Assistência da ONU na Somália (UNSOM), Nicholas Kay, condenou o “terrível ataque terrorista” e declarou que “o uso dessas tácticas indiscriminadas contra o povo somali é cruel e deplorável”.

Kay elogiou a rápida resposta das forças de segurança e equipes médicas da Somália após o incidente e afirmou que os perpetradores desse ato devem ser julgados o mais rápido possível.

Além dos problemas de segurança no país, uma grave crise humanitária nas regiões sul, centro e nordeste fizeram o coordenador residente e humanitário da ONU para a Somália, Philippe Lazzarini, lançar um alerta.

“A operação humanitária na Somália precisa aumentar urgentemente. Estamos em uma corrida contra o tempo para salvar vidas em áreas afetadas pela seca e o conflito”, disse Lazzarini advertindo sobre a necessidade “desesperada” de levar água, comida e atenção médica à população nestas regiões.

Apesar das várias crises paralelas que se desenvolvem atualmente no mundo, ele afirmou que não responder à situação humanitária na Somália “não é uma opção” e solicitou à comunidade internacional que contribua urgentemente para a expansão das operações no território somali.

Restabelecimento da ordem

Durante décadas a Somália tem sido dilacerada por lutas entre facções e a recente propagação do fanatismo religioso sob o disfarce do grupo Al-Shabaab tem apenas aumentado aos problemas do país sitiado.

Em 2012, novas instituições nacionais somalis emergiram no país após o fim da fase de transição, o que ajudará a estabelecer um governo permanente, eleito democraticamente. Enquanto isso, o Exército Nacional da Somália (SNA) e da Missão apoiada pela ONU da União Africana na Somália (AMISOM) têm conseguido avanços na ofensiva contra os insurgentes do Al-Shabaab, que em 2011 foram obrigados a se retirar da capital, Mogadíscio.

A Missão de Assistência da ONU na Somália (UNSOM), chefiada por Kay, foi estabelecida em 2013 pelo Conselho de Segurança da ONU, com o mandato de apoiar o governo federal na sua agenda de paz e construção de estado. Além disso, trabalha no fortalecimento do setor de segurança do país, na promoção dos direitos humanos e o empoderamento das mulheres.